
A adoção de padrões ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa) e Compliance tem aumentado significativamente no Brasil e em todo o mundo. É importante analisar esses conceitos para entender os benefícios que podem trazer às pequenas e médias empresas brasileiras, que representam quase um terço do produto interno bruto do país.
Os padrões ESG são amplamente adotados por investidores que procuram investimentos mais sustentáveis e socialmente responsáveis. O Compliance, por sua vez, é um programa de integridade e ética que busca manter o cumprimento de normas e a saúde organizacional das empresas, evitando dilemas éticos que possam comprometer sua reputação, crescimento e conformidade legal.

Os padrões ESG referem-se à utilização de recursos naturais, responsabilidades e impactos sociais, cultura de conformidade, boas práticas e comprometimento da alta gestão.
Já a implementação do Compliance, que no Brasil ganhou força a partir de 2013 após escândalos de corrupção, ocorre de forma efetiva quando a alta administração da empresa está comprometida com a integridade e a ética.
A adoção dos padrões ESG e do Compliance pelas pequenas e médias empresas pode aumentar seu valor de mercado e torná-las mais atraentes para fusões ou aquisições. A busca pelo cumprimento desses padrões também pode contribuir para a imagem positiva da empresa e para a fidelização dos clientes, sendo importante que as pequenas e médias empresas brasileiras invistam em uma cultura organizacional voltada para a ética e a integridade, promovendo a sustentabilidade e a responsabilidade social e ambiental.

Assim, a conclusão é que os benefícios da busca e implementação dos padrões ESG e Compliance pelas pequenas e médias empresas brasileiras superam em muito o investimento dessa implementação. Além disso, a relevância dos benefícios fica evidente ao considerar que essas empresas movimentam cerca de R$35 bilhões de reais por mês no Brasil. (SEBRAE, 2022).
Sendo assim, entende-se que as pequenas e médias empresas devem considerar os custos com a implementação e adequação dos padrões ESG e Compliance como investimento a médio e longo prazo, uma vez que os benefícios encontrados possuem grande relevância para o mercado econômico.
Beatriz Maximo Yamasaki é Pós-graduada em Gestão de Risco de Fraudes e Compliance na Fundação Instituto de Administração – FIA, pós-graduada em Processo Civil pela Faculdade CESUSC, membro do Comitê de Conformidade e Compliance da OAB/SC, advogada no escritório Cavallazzi, Andrey, Restanho & Araujo Advocacia S/S de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil; e-mail: beatriz.maximo@advempresarial.com.br
Carolina Lanzini Scatolin é Mestra em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Direito Empresarial – GEPDE/UFSC, advogada no escritório Cavallazzi, Andrey, Restanho & Araujo Advocacia S/S de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil; e-mail: carolina.scatolin@advempresarial.com.br
Deixe aqui seu comentário